Aneurisma da Aorta Abdominal


Aneurisma da Aorta Abdominal (AAA ou dilatação da artéria abdominal)

A aorta é a maior artéria do corpo humano, com a função de transportar o sangue do coração para todos os órgãos, passando pelo tórax e abdômen. A doença é uma dilatação desta artéria, resultado de uma fraqueza na parede do vaso devido a diversas prováveis causas: hipertensão arterial, cigarro, tendência familiar e inflamação.

Trata-se de uma doença grave, com altas taxas de mortalidade, mas com muita chance de cura se diagnosticada imediatamente. A maior frequência deste tipo de aneurisma ocorre em homens com idade superior a 55 anos, principalmente nos fumantes e hipertensos.

Diagnóstico

A AAA é uma doença silenciosa e assintomática, mas pode ser diagnosticada em consultório através de palpação de uma massa abdominal pulsátil ou após realizar um exame de ultrassonografia abdominal.

A ultra-sonografia abdominal é o exame mais utilizado para o diagnóstico do Aneurisma da aorta abdominal. O procedimento é rápido, sem dor e de baixo custo. Outro exame é a angiotomografia computadorizada, este mais específica identifica o tamanho do aneurisma e até outras doenças associadas. Angiorressonância magnética e arteriografia (aortografia) também podem diagnosticar aneurismas.

Aneurismas volumosos com diâmetro entre 5,0 e 5,5 cm ou mais nos homens e entre 4,0 e 4,5 cm ou mais nas mulheres podem romper e causar hemorragia fatal. Portanto devem ser tratado com urgência.

O Tratamento Indicado

A cirurgia aberta convencional do AAA é um procedimento recomendado, por ser seguro e de eficiência em vários casos.

Apesar de ser um procedimento, de aproximadamente 02 horas de duração, com anestesia geral, de grande incisão no abdômen, pinçamento da aorta e que requer um aparato de equipamentos, trata-se de uma técnica conhecida e aplicada por cirurgiões vasculares há mais de meio século, portanto bastante estudada e reavaliada. O processo consiste na abertura do aneurisma, a retirada dos coágulos e materiais ateromatosos e inserção de uma prótese tubular sintética, que é fixada acima e abaixo do aneurisma, substituindo o segmento arterial doente. Após a remoção das pinças, o fluxo de sangue é liberado.

O tempo de hospitalização e alta é de 4 a 5 dias, dependendo de quadro geral de saúde do paciente.

Pré-operatório

No primeiro momento o cirurgião fará uma entrevista detalhada com o paciente, levantando os aspectos de sua saúde geral (fumo, pressão arterial, etc.), histórico familiar e sintomas (quando e com que frequência acontecem). Após o estudo do aneurisma, avaliação dos exames solicitados e estado atual de saúde do paciente, incluindo avaliação cardiorrespiratória, função renal, função hepática, presença de diabetes, estudo das carótidas, avaliação da coagulação, entre outras.

Pós-operatório

Após a alta, o paciente não deve dirigir até receber permissão médica. Em muitos casos, o paciente deve evitar esforço físico e pegar em peso nas primeiras quatro semanas após a cirurgia. A primeira consulta pós-operatória deve acontecer de 7 a 10 dias após a realização do procedimento.

A Cirurgia Endovascular do AAA

A técnica endovascular vem sendo cada vez mais utilizada em todo o mundo. Suas principais indicações são para pacientes com alto risco cirúrgico (cardiopatas severos, DPOC grave, distúrbios de coagulação, cirrose, insuficiência renal com creatinina ≥ 2,0 mg/dl e outras situações em que a cirurgia convencional apresenta risco elevado de complicações), com abdômen hostil (cirurgias prévias, radioterapia retroperitoneal, presença de colostomia), que não aceitam o tratamento cirúrgico convencional e para pacientes em bom estado clínico, acima dos 70 anos, com anatomia favorável para o procedimento. Anatomia favorável se refere à presença de um bom colo proximal (espaço de artéria normal entre as artérias renais e o início do aneurisma), principal ponto de fixação da endoprótese; a extensão mínima recomendada é de 15 milímetros. Outro detalhe importante é o calibre das artérias ilíacas, que devem ter um diâmetro mínimo que permita a introdução do cateter da endoprótese.

O tempo de hospitalização em média é de 48 horas. Tem menor morbimortalidade do que a cirurgia aberta.

O acompanhamento pós-operatório é fundamental no tratamento endovascular. Normalmente, o paciente deverá fazer um novo ultrassom com 30 dias e outro com seis meses da data da cirurgia de AAA a fim de assegurar que a endoprótese está funcionando normalmente.